Trolleybus do Rio de Janeiro


(1962.09.03 - 1971.04) CTC - Companhia de Transportes Coletivos

Com a supressão dos bondes na Zona Sul do Rio de Janeiro, a CTC indroduz aí, aproveitando as infrestruturas existentes de distribuição aérea de energia elétrica, o serviço de trolleybus.
Para isso são adquiridos à Fiat italiana 200 viaturas - uma das quais nunca chega a rodar em solo carioca, pois cai às águas da baía de Guanabara aquando do seu desembarque...

Inauguração dos trolleybus do Rio de Janeiro

Uma das primeiras viagens de apresentação dos novos trolleybus Fiat. Imagem colhida na avenida Presidente Antônio Carlos, defronte da Igreja de S. José, no centro do Rio.
(Foto do jornal O Globo de 1979.12.02, coleção de Emídio Gardé, cortesia de Allen Morrison)

Tal serviço inicia-se a 3 de setembro de 1962 com uma linha entre o Centro da cidade e a praia do Flamengo - como havia sucedido exatamente 70 anos antes, com os bondes! É a linha Erasmo Braga - Ruy Barbosa que, partindo da rua Erasmo Braga, segue pela Presidente Antônio Carlos, Presidente Wilson, Praia do Russel, Praia do Flamengo e avs. Oswaldo Cruz e Ruy Barbosa, retornando  pela Praia do Flmengo, avs. Beira-Mar, Presidente Antônio Carlos, Nilo Peçanha e, finalmente, pç. Pe. Antônio José de Almeida.

Troleybus da CTC passando pelo Outeiro da Glória.

Dois trolleybus Fiat quando passam pela Praça Luis de Camões, tendo como fundo a Igreja seiscentista de Nª Srª do Outeiro da Glória.
(Postal da coleção de Allen Morrison)

O serviço de trolleybus extende-se a praticamente toda a zona sul da cidade nos anos subsequentes: em 1965 já há a funcionar 20 linhas, as quais servem o Cosme Velho, Botafogo, a Urca, o Leme, Copacabana (usando os dois túneis), Ipanema, Leblon e a Gávea, e circundando completamente a Lagoa.

Trolleybus da CTC defronte do Palácio do Catete

Passando pela frente do Palácio do Catete, sede da Presidência da República até à mudança desta para Brasília e atualmente Museu da República, um dos trolleybus Fiat.
(Postal da coleção de Allen Morrison)

Em janeiro de 1966, um violento e devastador temporal ocorre na cidade, pondo fora de serviço a quase totalidade da rede de trolleybus - bem assim como, por exemplo, parte da rede de bondes de Santa Teresa.
Nem todas  as linhas são repostas e, em novembro de 1967, os trolleybus deixam de circular nas zonas Sul e Centro da cidade .

Trolleybus do Rio de Janeiro em Copacabana

Trolleybus Fiat, fotografado em 1967, quando fazia a carreira 4, S. Correia - E. Braga
(Pç. Serzedelo Correia, em Copacabana e rua Erasmo Braga, no Centro)

(Foto © de Allen Morrison)

Os trolleybus são, então, transferidos para a Zona Norte, onde entretanto tinham sido eliminadas as últimas e remanescentes linhas de bondes da cidade. São criadas linhas a partir de Vieira Fazenda, que vão até à Penha, ao Méier, a Madureira, a Cascadura e a Jacarepaguá.

Oficialmente, os trolleybus do Rio de Janeiro terminam a sua operação em abril de 1971, com pouco mais de 8 anos de serviço.
Em alguns dos carros são colocados motores diesel; mas a sua pesada estrutura torna-os uns ônibus extremamente lentos, pelo que são rapidamente abandonados.

Embora o retorno dos trolleybus às ruas do Rio de Janeiro já tenha sido pedido, exigido e prometido pelas mais diversas entidades, vezes e ocasiões, o que é certo é que delas se tem mantido afastado - malgrado os deficientes e altamente poluentes sistemas de transportes urbanos usados atual e maioritariamente na cidade: o automóvel particular a gasolina e o ônibus a diesel!


Mais informação sobre os trolleybus, não só do Rio de Janeiro, mas de todo o Brasil, poderá ser encontrada em Trolleybus e Electric Transports in Latin America.

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