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Troleicarros do
Porto |
| Data | Acontecimento | Observações |
| 1954 | Obras da JAE na Ponte D. Luiz I apontam para um seu precoce envelhecimento agravado pela passagem dos carros eléctricos corrosão electrolítica nos pilares e excesso de vibrações. |
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| 1955 | Estudo dos STCP para a substituição da rede de carros eléctricos em Vila Nova de Gaia por troleicarros. |
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| 1956 | Concessão de um empréstimo ao STCP no valor de 20 milhões de Escudos para implementação do sistema de troleicarros. |
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| 1958 | Chegada dos
primeiros troleicarros. Pintados de vermelho escuro e com o tejadilho cinza, são
fabricados em Inglaterra pela BUT - British United Trolley, com chassis Leyland
e motor eléctrico de 99 kW (135 CV) Metropolitan-Vickers; têm duas portas e podem
transportar até 55 passageiros, dos quais 32 sentados. Esta primeira encomenda é de 20
carros, os últimos dos quais só chegam ao Porto durante os primeiros meses de 1959. São
numerados de 1 a 20. |
O troleicarro nº 1 encontra-se restaurado e preservado para o futuro Museu. |
| 1958.12 | Experiências dos troleicarros no centro da cidade. |
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| 1959.01.01 | Início da
exploração dos troleicarros. São criadas as carreiras |
A Estação da Carcereira existe desde 1948 e nela recolhem, à data, os autocarros. |
| 1959.05.03 | Após a
chegada dos restantes troleicarros da primeira remessa de 20, iniciam-se nesta data
as carreiras, todas em direcção a Vila Nova de Gaia (ao Sul do Porto): |
Nesta data cessa o serviço de carros eléctricos em Gaia com a supressão das linhas 13 e 14. |
| 1960.03.04 | É extinta a carreira 37, Pç. Almeida Garrett - Mafamude - Stº. Ovídio; e a 35 é prolongada até Campanhã, via Bonfim. |
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| 1962 | Segunda
encomenda de troleicarros. Como os anteriores, são fabricados em Inglaterra pela BUT
- British United Trolley, com chassis Leyland e motor eléctrico de 99 kW (135
CV) Metropolitan-Vickers; mas nesta encomenda de 6 carros, eles têm três portas e
podem transportar até 71 passageiros, dos quais 20 sentados. Serão numerados de 21 a 26.
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O troleicarro nº 23 encontra-se restaurado e preservado para o futuro Museu. |
| 1964.06.11 | É criada a carreira 35A, Bonfim - Lordelo (via Campanhã), para reforço da linha 35 e em substituição da linha 11 de carros eléctricos. |
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| 1965 | É feita a
maior encomenda de troleicarros em toda a história desse tipo de transporte em Portugal:
75 carros, sendo 25 com um piso |
O troleicarro nº 49 (99), de um piso, encontra-se preservado para o futuro Museu, necessitando de restauro; o nº 102 (28), de dois pisos, está já restaurado e está também preservado para o futuro Museu. |
| 1967.09.10 | Iniciam-se as carreiras na direcção Este, para o concelho de Gondomar, com a utilização exclusiva dos carros de dois pisos: 10, Bolhão - Venda Nova (substituindo
a linha 10 de eléctricos); |
Em 01.01 havia cessado o serviço de carros eléctricos para Gondomar, quando as linhas 10, 10/ e 10// passam a ser feitas, provisoriamente, por autocarros. |
| 1968.10.26 | Inaugurada, pelo Presidente da República, a Estação de Recolha da Areosa, com uma área de 25 mil m², e onde passam a recolher (apenas) os troleicarros - 101 operacionais à data. |
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| 1968.11.17 | Iniciam-se as
carreiras na direcção Norte: E, dentro da cidade, é criada a carreira Nesta mesma data é desactivada a carreira 35A e é suspensa, temporariamente, a carreira 35, a qual é substituída por autocarros (carreira 135); contudo, mantém-se em funcionamento em horas de ponta para reforço do serviço de autocarros. |
Em 09.17 havia cessado o serviço de carros eléctricos para Ermesinde, passando a linha 9 a ser feita, provisoriamente, por autocarros. |
| 1970.05.17 | A carreira 35, Lordelo do Ouro - Campanhã (via Bonfim) é novamente colocada em operação regular. |
É entre estas duas datas - cerca de 6 anos e meio - quando a rede de troleicarros no Porto apresenta a sua máxima extensão. |
| 1972.12.10 | É invertido o sentido de circulação da Rua de Stº. António (31 de Janeiro), pelo que as carreiras 32, 33 e 36 passam a descê-la em vez de a subir, continuando a terminar na Pç. de Almeida Garrett. |
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| 1976.12.13 | Deixam de circular, definitivamente, as carreiras 34 e 35, ambas com término em Campanhã. |
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| 1977.05.09 | Deixa de circular a carreira 10, Bolhão - Venda Nova. |
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| 1978.04.17 | As carreiras 33 e 36 são prolongadas até à Rua Gonçalo Cristóvão (A.C.P.), via Rua de Stª. Catarina (ida) e Sá da Bandeira (volta). Deixa de circular a carreira 31, Pç. Almeida Garrett - Câmara Municipal de Gaia - Stº. Ovídio - Infante - Pç. Almeida Garrett. A carreira 32 passa a fazer o trajecto Rua de Gonçalo Cristóvão (A.C.P.) - Stº Ovídio (via Infante). |
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| 1978.07.10 | As carreiras 32, 33 e 36 passam a descer a Rua de Passos Manuel, fazendo o ponto terminal na Rua de Sá da Bandeira (Café «A Brasileira»). |
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| 1981.08.24 | Devido a obras na Rua de Stª. Catarina, as carreiras 32, 33 e 36 passam novamente a descer a Rua de 31 de Janeiro, fazendo aí o ponto terminal. |
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| 1981 | São encomendados ao mercado nacional 25 novos troleicarros, sendo 15 simples e 10 articulados - os primeiros do tipo a existirem no país. |
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| 1983 | Após a
apresentação de um protótipo em 1982.08.16 em Coimbra, o Porto recebe o primeiro troleicarro
de concepção e fabrico nacional, simples, com chassis e carroçaria Salvador
Caetano, motor eléctrico de 131 kW (178 CV) Efacec e componentes
electrónicos Kiepe,
dotado com um motor auxiliar a diesel, de 4028 cm³ / 50 kW (68 CV), Hatz. |
Os troleicarros nºs 74 (165), simples, e 167 (193), articulado, encontram-se preservados em estado original para o futuro Museu, necessitando apenas de pequenos restauros. |
| 1984 | São
recepcionados as restantes 14 unidades simples e o primeiro exemplar das unidades
articuladas; as restantes unidades articuladas são recebidas em 1985. Os carros
articulados são em tudo idênticos aos simples, à excepção do motor eléctrico que é
de 209 kW (284 CV). |
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| 1990 | É lançado novo concurso para aquisição de 35 novos troleicarros articulados, o qual é entretanto cancelado por razões económicas. |
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| 199? | São abatidos ao serviço e vendidos para a sucata os troleicarros BUT e Lancia. Além dos referidos atrás e reservados para o Museu do Troleicarro, existem ainda os Lancia de dois pisos 118 e 137, em muito mau estado de conservação e de recuperação duvidosa. |
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| 1993.07 | Cessam as carreiras de troleicarros para Vila Nova de Gaia 32, 33 e 36 -, em virtude de obras na Av. da República. |
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| 1994 | É criada a carreira 49, Hospital de S. João Infante, a qual substitui a carreira de autocarros com o mesmo número. |
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| 199? | É criada a carreira 14, Hospital de S. João Alto da Serra, (via Circunvalação). |
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| 199? | É extinta a carreira 14. |
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| 1997.12.27 | Extingue-se o
serviço de troleicarros na cidade do Porto com o encerramento, nesta data, da carreira 49,
no trecho entre o Bolhão e o Hospital de S. João. |
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| 1999.12.03 | É visto a circular em torno do pátio da Estação da Areosa, sob a catenária - sendo alimentado a energia eléctrica (talvez pela última vez desta forma) -, o troleicarro nº 64 (155), em preparação para uma visita de potenciais compradores russos. |
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| 2000.09 | A Almaty Elektrotrans, do Cazaquistão, adquire, por menos de 20 milhões de Escudos e através de um dealer alemão, os 23 Efacec à venda. |
Leia os artigos do JN a respeito. |
| 2000.10.03 | Circulam pela última vez troleicarros no Porto. Desta vez propelidos pelo motores diesel auxiliares (haviam sido retiradas as varas), 14 Efacec simples e 9 articulados percorrem, entre as 22h09 e as 03 horas do dia 4, os cerca de 12 km que separam a Estação de recolha da Areosa do Porto de Leixões, onde são embarcados, no dia 10, no navio russo Amur 2537 com destino a S. Petersburgo, com posterior encaminhamento, por via férrea, para Almaty. |
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| dia 1 do séc. XXI | Subsistem raríssimos vestígios da passagem dos troleicarros pela cidade; as linhas aéreas que existiam entre o PT eléctrico da Areosa e a Estação de Recolha (cerca de 1 km) até 10.03 foram retiradas de imediato; tudo o resto já faz parte da história. |
Fontes:
Errs, Ernest
Trolleybus network, http://home.wxs.nl/~ekers/Net/trolleyb.html
Monterey, Guido O Porto - Origem,
Evolução e Transportes, 2ª. Ed, Porto, 1972
STCP, Serviço de Transportes Colectivos do Porto
25 Anos de Troleicarros no Porto (folheto), Porto, 1984.
Vasconcelos, Eng. Antº. Em memória dos
Troleicarros no Porto, In «Jornal de Notícias», Porto, 1999.06.06.
RETROCEDE AOS TROLEICARROS DO PORTO
| Última atualização / Last
edition: 2004-02-29 Versão em português: Emídio Gardé, eletricos@ehgarde.jazznet.pt http://usuarios.tripod.es/trolleybus/ptdataspt.htm |