o melhor carro do mundo!

Bom, se não contarmos com o Rolls-Royce, é claro...

Mas, no meu caso, o meu Škoda Forman LSI Comfort Line 13-19-DT foi, sem dúvida alguma, o melhor carro de toda a minha vida. De linhas rectas, de aspecto um pouco fora de moda e um pouco espartano no respeitante a extras, era, contudo, um automóvel extremamente confiável e de uma robustez fora de série. Era o meu complemento motorizado, a minha segunda pele...

O meu Škoda e eu em plena Serra da Estrela, Portugal, no carnaval de 1995. Temperatura ambiente: -10ºC; altitude: 1980m.

Em 1905, após cerca de dez anos a fabricar, inicialmente bicicletas e depois motociclos, a companhia Laurin & Klement começou a produzir o primeiro automóvel da marca, o Voiturette A, que rapidamente se tornou num campeão de vendas. Em 1925 a L & K funde-se com a Škoda desaparecendo como marca autónoma. Em 1930, o sector automóvel torna-se autónomo dentro da empresa Škoda, a qual se mantém a produzir a mais variada gama de equipamento industrial, de camiões a trolleycarros, de locomotivas a máquinas industriais, etc.

Até à 2ª Guerra Mundial, e durante a depressão económica que então se passou, o modelo 420 Popular da Škoda ASAP conquistou o mercado. Porém, durante o conflito, a produção de automóveis civis foi interrompida, dando lugar a objectivos militares. A Škoda foi nessa altura incorporada ao grupo alemão Hermann-Göring-Werke, passado a produzir desde armas a veículos com fins militares.

Depois da 2ª Guerra, a companhia foi nacionalizada como Škoda AZNP (Empresa Nacional de Fábricas de Carros) tendo, sob o regime comunista, obtido o monopólio para a fabricação de automóveis de passageiros. Em 1946 começou a produção do Škoda 1101/1102 Tudor, baseado no sucesso dos carros pré-guerra. Apesar da difícil situação económica, os automóveis Škoda mantiveram uma relativamente boa qualidade, mostrada em modelos dos anos 50 e 60, como os Škoda 1200, Spartak, Octavia, Felicia ou 1000 MB.

Com a rápida evolução técnica do sector automóvel do ocidente, a companhia começou a perder a sua posição nos finais dos anos 60. A produção só foi revitalizada em 1987 com a linha de modelos Škoda 781, com a produção de mais de um milhão de unidades.

Depois da revolução de 1989 e com novos horizontes de expansão, o governo checo escolheu a Volkswagen para parceira para uma nova fase na evolução da marca. Em 16 de abril de 1991 a Škoda Automobilova a. s. iniciou a sua actividade como a quarta marca do Grupo Volkswagen, conjuntamente com a VW, Audi e Seat. A linha Favorit – da qual o meu 13-19-DT era um digno representante – foi então substituída pela nova linha Felicia, incorporando a mais moderna tecnologia automóvel e procurando satisfazer todos os padrões internacionais de qualidade e de estética. Em abril de 1996 o milionésimo Škoda produzido após a join-venture saiu das fábricas de Mladá Boleslav – com pompa e circunstância!

Também em 1996 iniciou-se a produção do novo Octavia, visando o consumidor europeu de classe média, e em 1997 o Octavia foi considerado o carro do ano na Dinamarca.

Para terminar, em 1998 a Volkwagen, após longas e difíceis negociações, adicionou ao seu grupo uma quinta marca – a Rolls-Royce!

Afinal, eu tinha ou não razão quando dizia que o Škoda era o melhor carro do mundo?

O meu novo Škoda no Banzão, Sintra, Portugal, em 17 de agosto de 2000,
ao lado de uma outra sublime viatura: um carro eléctrico!

 

Em tempo: o texto acima foi escrito em finais de 1998, no Rio de Janeiro.
Tendo regressado a Portugal em agosto de 1999, a minha actividade profissional obrigou-me à aquisição de um automóvel. E, obviamente, teve de ser um Škoda! A versão mais recente do Felicia (pois o Fabia ainda não estava em comercialização) foi a escolha. E ei-lo acima numa foto ao lado de uma das minha outras
paixões: um carro eléctrico. Pena que este não seja também um Škoda...
Um último detalhe: talvez para não esquecer a minha estadia em
Terras de Vera Cruz, quis o destino que a sua licença fosse a 14-59-OI - 'Tá topando?...

 

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