Eu...


Tanto quanto me é dado saber, descendo de um francês, François Philibert Biben, nascido em 12 de abril de 1778 em Montauban (Tarn et Garonne), que entra pela primeira vez em Portugal como refugiado da Revolução Francesa, e se estabelece em Lisboa em abril de 1801. Aqui aprende vários ofícios, entre os quais o de estofador-decorador, aqui se casa com uma portuguesa e aqui tem os seus primeiros 3 filhos. Marthe, a terceira, é entregue com 13 meses aos cuidados da sogra quando o casal Biben é repatriado ao abrigo da Convenção de Sintra. Entretanto e preparando a entrada triunfal de Napoleão em Portugal (o que nunca chegou a acontecer!!!), é incumbido de (re)decorar o Palácio de Queluz.
Preocupado com a filha que aqui havia deixado, mas convicto da superioridade militar gaulesa, alista-se como voluntário nas tropas invasoras do General Massena; não passa de Alhandra e... novo retorno a França.
Confidente mordomo de Junot, Biben assiste à sua morte quando aquele, num acesso de loucura e dirigindo um imaginário exército, se atira de uma varanda  ficando empalado nos bicos de uma grade metálica.

Enquanto em França, François Biben tem mais filhos; uma delas, Césarine, nascida a 6 de março de 1810, vem a casar com Ambroise Gardé, o meu primeiro antepassado conhecido com tal apelido.

Ambroise e o sogro, François, estabelecem-se no Chiado, em plena Lisboa, com uma loja de decoração. É a Casa Gardé, que rapidamente ganha fama e se torna numa das casa (se não a casa) do ramo com maior aceitação na Corte lusitana, tendo decorado diversos palacetes e palácios. Mais tarde é vendida a um dos seus empregados, que altera o nome para o que ainda hoje é conhecido: Casa Alcobia.

Para me conhecer melhor poderá ver também o meu Curriculum Vitæ...

Eu, com poucos meses...
... e há poucos meses.
Eu, com poucos meses...

... e há bastantes  meses.

Porém, a Web ensina-me que não há só o ramo lusitano dos Gardé's: são seis as páginas que se referem a outros tantos Gardé's - que, embora afastados no plano físico, são certamente próximos dentro do plano familiar. Afinal, somos todos irmãos...

Jean Gardé: huguenote, e por isso perseguido, terá embarcado em Texel, Holanda, em 27 de julho de 1688, com destino à cidade do Cabo, na África do Sul, onde chega a 27 de janeiro do ano seguinte e aí se refugia até 1704, ano da sua morte;

François Gardé: é referido no censo de 1796 como habitando numa casa da rua dos Capuchinhos, de Pondichéry, colónia francesa na Índia, recém anexada pela Inglaterra;

Paul Gardé: nascido em 1869, publica em Paris, em 1895, um livro sobre os Efeitos Fisiológicos da Electridade;

Dominique & Véronique Gardé: publicam em Chevron (Bélgica), em 1994, um livro policial (de qualidade medíocre!) com o título L'Étrange Disparition (A Estranha Desaparição);

Adam G. Gardé: Engenheiro e Arquitecto alemão, trabalha actualmente em Frankfurt-am-Main;

Vaibhav A. Gardé: Engenheiro Financeiro, natural do Estado de Maharashtra, Índia, actualmente cursa o PhD em Finanças no Colégio Henry B. Tippie da Universidade de Iowa, Estados Unidos.